Dourados, 21 de Abril de 2026

VÍDEO: EM DELAÇÃO, MAURO CID REVELA PRESSÃO POR GOLPE DE ESTADO
VÍDEO: EM DELAÇÃO, MAURO CID REVELA PRESSÃO POR GOLPE DE ESTADO
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O ministro Alexandre de Moraes, do Supremo Tribunal Federal, tornou públicos na última semana os vídeos da delação de Mauro Cid, ex-ajudante de ordens do ex-presidente Jair Bolsonaro (PL). O tenente-coronel confirmou que setores do agronegócio que financiaram acampamentos em frente a quartéis depois das eleições de 2022 exigiam uma tentativa de golpe.

Um dos representantes do setor que pressionou Cid foi Aparecido Andrade Portela, o Tenente Portela, suplente da senadora Tereza Cristina e pai da vereadora de Campo Grande Ana Portela (PL). Durante a delação, Moraes questionou o ex-ajudante de ordens de Bolsonaro sobre a mensagem que recebeu do presidente do PL de Mato Grosso do Sul perguntando “se vai ser feito mesmo o churrasco”.

Na mensagem enviada em 26 de dezembro de 2022, Tenente Portela diz que “o pessoal que colaborou com a carne; estão me cobrando se vai ser feito mesmo o churrasco”. Ao responder o ministro do STF, Cid afirma que confirmou que carne era dinheiro para financiar o churrasco, que era o golpe.

Cid deu o 1º depoimento no processo de delação premiada à Polícia Federal em agosto de 2023. O diálogo aparece nas 884 páginas do relatório final da PF, que indiciou Bolsonaro, o ex-ministro da Defesa, general Walter Braga Neto, o presidente nacional do PL, Valdemar Costa Neto, e mais 34 pelos crimes de tentativa de golpe de estado e abolição violenta do Estado Democrático de Direito.

De acordo com a investigação, Aparecido Portela atuou como intermediário entre o governo de Jair Bolsonaro e os financiadores de manifestações antidemocráticas em MS, no final de 2022. Quando houve o indiciamento do suplente de Tereza Cristina, a defesa de Portela afirmou que o militar da reserva “não coaduna a quaisquer práticas ilícitas e antidemocráticas” e está disposto a cooperar para esclarecer os fatos. Seu advogado afirma que solicitou acesso à íntegra do inquérito e, por isso, o presidente regional do PL permaneceu em silêncio em seus depoimentos à Polícia Federal.

Fonte: O Jacaré

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