Dourados, 19 de Abril de 2026

Vendas de máquinas de construção têm crescimento de 22,2% em 2024

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O setor de máquinas de construção teve um desempenho impressionante em 2024, registrando um crescimento de 22,4% nas vendas no atacado. Ao longo do ano, foram comercializadas 37.148 unidades, um feito notável que consolidou esse período como o segundo melhor da história do segmento. Este avanço é apoiado por dados da Associação Nacional dos Fabricantes de Veículos Automotores (Anfavea), que também projeta uma alta de 3% nas vendas para 2025.

A análise detalhada do balanço da Anfavea revela que a construção civil foi a principal responsável por esse aumento significativo. A participação das vendas nessa área elevou-se de 37% para impressionantes 42%. Isso mostra como a construção civil continua a ser um motor vital para a economia, impulsionando não apenas o uso de máquinas, mas também favorecendo o desenvolvimento de infraestrutura e novos projetos que beneficiam o país como um todo.

Entre os itens vendidos, o mercado absorveu diversos tipos de máquinas essenciais para a construção, como tratores de esteira, retroescavadeiras, pás carregadeiras, escavadeiras hidráulicas, motoniveladoras, rolos compactadores, mini carregadeiras e manipuladores telescópicos. Todos esses equipamentos tornam as obras mais eficientes e rápidas, o que é crucial para atender à demanda crescente da construção civil.

Entretanto, nem todos os setores tiveram a mesma sorte. O segmento de máquinas agrícolas enfrentou desafios consideráveis, apresentando uma queda de 20% nas vendas em relação a 2023, com apenas 48,9 mil unidades vendidas. O principal fator dessa desaceleração se deu pela diminuição nas vendas de colheitadeiras, que, como sabemos, são fundamentais para a produtividade agrícola. Além disso, as exportações de máquinas agrícolas sofreram um retrocesso de 31%, totalizando apenas 6 mil unidades enviadas para o exterior. As perspectivas para esse setor são cautelosas, com as projeções indicativas de um crescimento modesto de apenas 1%.

A questão das importações também merece destaque. A Anfavea relatou que o aumento considerável nas importações resultou no aumento dobrado do déficit na balança comercial em 2024. Um dado alarmante é que mais de 55% das máquinas que chegam ao Brasil vêm da China, enquanto 26% têm origem na Índia. A influência chinesa no mercado de máquinas nas Américas é evidente, com sua participação nas importações de máquinas de construção subindo de 20,7% em 2023 para robustos 43% em 2024. O panorama é similar para o setor agrícola, onde a participação chinesa também cresceu de 7,7% para 12,7%.

Márcio de Lima Leite, presidente da Anfavea, expressou sua preocupação com o cenário atual. Ele destacou que o crescimento da presença de máquinas importadas nas compras públicas poderia impactar negativamente a competitividade das empresas brasileiras, especialmente aquelas com menos de 20 empregados. Esse cenário é preocupante, pois pode levar à diminuição das oportunidades de emprego, à estagnação da inovação e até mesmo ao comprometimento da qualidade do atendimento ao cliente. “Estamos levando ao poder público essa questão que prejudica o nível de emprego no Brasil”, enfatizou Leite.

Diante de todos esses fatores, o setor de máquinas de construção e agricultura enfrenta um ano de grandes desafios, mas também de oportunidades. As tendências apontam para necessidade de adaptação e inovação para lidar com as mudanças do mercado. O aumento nas vendas de máquinas de construção é um sinal positivo, mas as questões envolvendo as importações e a competitividade interna exigem atenção e ações estratégicas por parte dos fabricantes e do governo. O futuro do setor dependerá de uma compreensão profunda dessas dinâmicas e da implementação de soluções eficazes que beneficiem não apenas as empresas, mas também a economia brasileira como um todo.

Fonte: Dourados News

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