O primeiro suplente do Avante na Câmara de Campo Grande, Denis Pereira, protocolou uma ação requerendo a cassação do mandato do vereador Wilton Celeste Candelório, conhecido como Leinha.
O suplente solicitou que o mandato fosse cassado devido à reprovação das contas de Leinha, o que garantiria a ele a vaga. Denis Pereira repete o que fez o ex-vereador Ayrton do PT, que também havia recorrida à Justiça pedindo o mesmo após a reprovação de contas de Jean Ferreira (PT).
O juiz eleitoral Marcelo Andrade Campos Silva desaprovou as contas da campanha de 2024 de Leinha. Segundo o juiz, mais de dois terços dos recursos arrecadados para a campanha (69%) foram apontados como irregulares. O candidato alegou ter rendimento anual que permitiria a doação de R$ 9.000,00, mas não houve elementos suficientes para comprovar a origem desse recurso.
Leinha declarou arrecadação de R$ 14,5 mil, sendo R$ 9 mil do próprio bolso. O magistrado destacou que o uso de recursos não declarado em Registro de Candidatura é proibido pela legislação. “Embora tenha transferido dinheiro de sua conta para a conta da campanha, a falta de declaração compromete a transparência das contas”, frisou.
O juiz decidiu, portanto, pela desaprovação das contas da campanha de 2024 de Wilton Celeste Candelório, em Campo Grande. A defesa do vereador alegou que ele comprovou ter ocupação lícita e apresentou extratos bancários para reforçar sua alegação de capacidade financeira, superando o limite imposto pela legislação eleitoral.


