Representantes do PSDB decidiram que em março a legenda anunciará se haverá fusão com outro partido. O PSD e o MDB tentam atrair a sigla tucana para uma fusão. A última vez que o partido venceu uma eleição presidencial foi em 1998. Nascida em 1988, a legenda sempre teve candidato próprio em eleições presidenciais.
O presidente nacional da sigla tucana é Marconi Perillo, ex-governador de Goiás. Também foi senador, deputado federal e estadual pelo seu estado. Secretário de Governo e Relações Institucionais do estado de São Paulo, Gilberto Kassab é o presidente nacional do PSD. O MDB, que também tenta atrair os tucanos, tem como presidente o deputado federal Baleia Rossi (SP).
A aproximação do PSDB ao PSD praticamente inviabiliza a fusão dos tucanos com o MDB. Além disso, a executiva nacional emedebista voltou com as articulações para ocupar a vaga de vice na chapa de reeleição do presidente Lula (PT).
Lideranças dos partidos evitam confirmar oficialmente as negociações, mas fontes próximas ao alto escalão das siglas indicam que as conversas existem. O presidente do PSDB, Marconi Perillo, o presidente do PSD, Gilberto Kassab, e a presidente do MDB, Baleia Rossi, teriam discutido a possibilidade em encontros recentes.
A fusão criaria uma legenda com forte capilaridade nacional, reunindo governadores, prefeitos e parlamentares que hoje estão divididos entre as três siglas.
No fim de semana, mais um passo nessa direção foi dado pelo presidente nacional do PSD, Gilberto Kassab. Ele veio a Campo Grande direto de São Paulo (SP), no sábado, a bordo de um jatinho, para se encontrar com o governador Eduardo Riedel (PSDB) e com o presidente tucano no Estado, o ex-governador Reinaldo Azambuja.
A governadora de Pernambuco, Raquel Lyra, tem sinalizado preferência em migrar para o PSD, de Gilberto Kassab. Já uma ala dos paulistas vê com mais animação uma aliança com o Podemos. O MDB seria um caminho pensado por Aécio.


