Dourados, 25 de Abril de 2026

PROJETO QUE REDUZ INELEGIBILIDADE ANIMA CONDENADOS NA LEI DA FICHA LIMPA
PROJETO QUE REDUZ INELEGIBILIDADE ANIMA CONDENADOS NA LEI DA FICHA LIMPA
PROJETO QUE REDUZ INELEGIBILIDADE ANIMA CONDENADOS NA LEI DA FICHA LIMPA

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O projeto de lei no deputado federal Bibo Nunes (PL-RS) está criando expectativa em políticos considerados “ficha suja” e que ficariam fora da eleição do próximo ano. O projeto, criado para reduzir principalmente a pena do ex-presidente Jair Bolsonaro (PL), ajudará outros condenados.

O projeto reduz, de oito para dois anos, o período de inelegibilidade determinado pela Lei da Ficha Limpa. Ele já está tramitando na Câmara, mas sem data para votação, embora esteja animando quem espera a candidatura de Jair Bolsonaro no próximo ano.

O presidente da Câmara, Hugo Mota (Republicanos), declarou ao Jornal O Globo que oito anos de inelegibilidade é um tempo muito extenso para um País com eleição de dois em dois anos. Entretanto, ponderou que não há compromisso para que o projeto seja votado.

Caso seja aprovado, o projeto pode ajudar condenados com interesse na eleição do próximo ano. A medida pode ajudar, principalmente, ex-prefeitos que ficaram fora da eleição por conta de condenações, já que permitirá aos condenados com mais de dois anos de pena já cumprida o direito a disputarem a eleição normalmente, abrindo uma janela para muita gente que hoje está impedida de concorrer por algum processo de improbidade.

O ex-vereador Tiago Vargas (PP), por exemplo, compartilhou um vídeo de Bolsonaro afirmando que a Lei da Ficha Limpa só atinge a direita. Ele chegou a ter votos para ser eleito deputado em 2022, mas não assumiu por ter sido expulso da polícia e ficado inelegível por oito anos. Ele só poderá concorrer novamente em 2028.

Em julho do ano passado, o Tribunal de Contas divulgou uma lista dos responsáveis que tiveram suas contas relativas ao exercício de cargos ou funções públicas rejeitadas por irregularidade insanável, com imputação de débito e por decisão irrecorrível que, teoricamente, lhes impediriam de concorrer.

A lista tem os ex-prefeitos de Campo Grande, Alcides Bernal e Gilmar Olarte; de Sidrolândia, Daltro Fiuza; Ponta Porã, Lucimar Novais; Fátima do Sul, Eronildo Junior; Aquidauana, Fauzi Suleiman; de Igatemi, José Roberto Arco Verde; Alcinópolis, Ildemar Carneiro; Guia Lopes, Giacomo Dagostin; Três Lagoas, Márcia Moura; Cassilândia, José Donizete Ferreira de Freitas; Aparecida do Taboado, Robinho Samara, entre outros.

Apesar das condenações e divulgação da lista, alguns nomes questionaram a publicação do TCE. É o caso do deputado federal Beto Pereira (PSDB), que inclusive concorreu a prefeito de Campo Grande no ano passado.

Fonte: Investiga MS

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