Dourados, 21 de Abril de 2026

PLENÁRIO DO CNJ MANTÉM AFASTAMENTO DO JUIZ PAULO AFONSO ANALISANDO DOCUMENTOS
PLENÁRIO DO CNJ MANTÉM AFASTAMENTO DO JUIZ PAULO AFONSO ANALISANDO DOCUMENTOS
PLENÁRIO DO CNJ MANTÉM AFASTAMENTO DO JUIZ PAULO AFONSO ANALISANDO DOCUMENTOS

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O plenário do Conselho Nacional de Justiça ratificou liminar concedida pelo corregedor nacional de Justiça, ministro Mauro Campbell Marques, e manteve o afastamento do juiz Paulo Afonso de Oliveira, da 2ª Vara Cível de Campo Grande. A decisão foi tomada nesta quarta-feira (12) após análise do inquérito aberto na Operação Ultima Ratio e de documentos compartilhados pelo Supremo Tribunal Federal.

O CNJ afastou o magistrado do cargo no dia 19 de dezembro do ano passado após a repercussão nacional das denúncias contra Oliveira. Um dos casos citados foi a participação no golpe de R$ 5,5 milhões em um aposentado do Rio de Janeiro com base em documento fictício e assinatura forjada.

O juiz Paulo Afonso de Oliveira e o desembargador Júlio Roberto Siqueira Cardoso autorizaram o saque da fortuna mesmo sendo alertados pela defesa da vítima de que o fazendeiro era fictício, os documentos eram falsos e assinaturas falsificadas.

Conforme despacho, Mauro Campbell Marques destacou a fortuna acumulada pelo juiz, como uma fazenda que pode valer entre R$ 30 milhões e R$ 70 milhões, um avião de R$ 1,3 milhão e a compra de outra propriedade rural por R$ 18 milhões.

Em julgamento realizado hoje, o plenário do CNJ manteve a liminar do corregedor nacional de Justiça e manteve o juiz afastado do cargo. “A medida foi aplicada após a análise de inquéritos e documentos compartilhados pelo Supremo Tribunal Federal (STF) com a Corregedoria Nacional de Justiça”, informou a assessoria do CNJ.

“A decisão do Plenário se refere à liminar concedida na Reclamação Disciplinar 0007048-97.2024.2.00.0000, instaurada depois da veiculação, pela imprensa, dos desdobramentos da Operação Ultima Ratio, da Polícia Federal. A ação afastou desembargadores do Tribunal de Justiça do Mato Grosso do Sul (TJMS) por suspeita de venda de sentenças”, informou.

“Avaliação feita pelo Superior Tribunal de Justiça (STJ) evidenciou a postura habitual e permanente do investigado em proferir decisões em favor de advogados com os quais mantém proximidade”, pontuou o ministro.

De acordo com o relator do processo no CNJ, Paulo Afonso de Oliveira tinha estreita relação com o advogado de um processo julgado por ele, que era filho de outro desembargador do TJMS. A suspeita é de que ele tenha recebido vantagens indevidas, com graves danos à moralidade pública e à isonomia que se espera dos julgadores no exercício de sua função.

Além do magistrado, a PF investiga os desembargadores Sérgio Fernandes Martins, Alexandre Bastos, Marcos José de Brito Rodrigues, Vladimir Abreu da Silva e Sideni Soncini Pimentel, que ainda estão na ativa, e os desembargadores aposentados Júlio Roberto Siqueira Cardoso e Divoncir Schreiner Maran.

O conselheiro Osmar Domingues Jeronymo, do Tribunal de Contas do Estado, também é investigado. O ministro Francisco Falcão, do STJ, determinou o afastamento e o monitoramento eletrônico dos desembargadores da ativa e do conselheiro. O ministro Cristiano Zanin revogou o monitoramento eletrônico e suspendeu o afastamento de Sérgio Martins.

Fonte: O Jacaré

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