Dourados, 01 de Maio de 2026

OPERAÇÃO AD BLOCKER DESVENDANDO FRAUDES EM LICITAÇÃO NA CÂMARA DE MS
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O Ministério Público de Mato Grosso do Sul (MPMS), por meio do Grupo de Atuação Especial de Repressão ao Crime Organizado (GAECO), deflagrou na manhã desta terça-feira, a “Operação Ad Blocker”.

Foram cumpridos mandados de busca e apreensão nas cidades de Aquidauana e Campo Grande.

Segundo o Gaeco, a investigação aponta a existência de indícios da prática de crimes de fraude a processo licitatório e contrato dele decorrente, envolvendo agentes políticos, servidores públicos da Câmara Municipal de Aquidauana e empresários do ramo publicitário.

“Pela contratação, a referida Câmara de Vereadores já pagou valor milionário nos últimos três anos e a execução do contrato aponta para inúmeras fraudes, inclusive uso de supostos serviços para beneficiar interesse particular de agente público”, diz a nota.

O nome dado à operação faz referência à tradução do inglês para o português – bloqueador de anúncios.

O ex-presidente da Câmara, Wezer Lucarelli, confirmou que o Gaeco esteve na casa dele e levou o celular, mas nada encontrou.

Segundo o vereador, o grupo investiga uma contratação de publicidade. “Estou bem tranquilo. Utilizei o edital do Tribunal de Contas do Estado. O contrato está em vigor até os dias de hoje. Desde o ano passado encaminhei Ofício a Chefe do Gaeco, renunciando minhas garantias pessoais. Forneci minha quebra voluntária de sigilo bancário”, justificou.

Lucarelli ressaltou ainda que a Câmara Municipal de Aquidauana foi a única entre todas do Mato Grosso do Sul que passou a publicar diariamente o extrato bancário das contas públicas. “Fui entre 169 órgãos públicos o quinto em transparência. O primeiro entre as câmaras”, concluiu.

No ano passado, o Ministério Público Estadual recebeu denúncia de suposto esquema de corrupção na Câmara de Aquidauana.

A Câmara recebeu cinco carros do Gaeco nesta manhã. Foram levados documentos e computadores para investigar possível fraudes em contratos públicos, pagamentos irregulares e enriquecimento ilícito. O vereador Nilson Pontin também está entre os alvos.

Fonte: Investiga MS

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