Dourados, 19 de Abril de 2026

JUSTIÇA AUTORIZA QUEBRA SIGILO TELEFÔNICO DE EX-COMANDANTE DA PM
JUSTIÇA AUTORIZA QUEBRA SIGILO TELEFÔNICO DE EX-COMANDANTE DA PM
JUSTIÇA AUTORIZA QUEBRA SIGILO TELEFÔNICO DE EX-COMANDANTE DA PM

Publicado em:

Share on whatsapp
Share on facebook
Share on twitter
Share on email

A Justiça Federal autorizou a quebra de sigilo telefônico do coronel Luiz Catarino da Silva, ex-comandante da Polícia Militar de Mato Grosso do Sul. Ele foi preso em flagrante no dia 19 de dezembro do ano passado com 343 celulares e 74 smartwatches contrabandeados, durante fiscalização na saída para Sidrolândia, sendo solto após pagamento de fiança.

No dia seguinte à prisão, a Polícia Federal pediu a quebra do sigilo dos dados telemáticos do celular apreendido do policial devido à “necessidade de incremento das investigações no que diz respeito à materialidade e autoria do crime”. A investigação também busca identificar a relação do ex-comandante da PM com outros suspeitos.

O pedido foi deferido durante o plantão judicial pelo juiz federal Pedro Pereira dos Santos, que determinou o “sigilo absoluto” e o desmembramento dos autos, “a fim de preservar futuras diligências”.

No dia 8 de janeiro, foi publicado no Diário Eletrônico da Justiça Federal despacho do juiz Bruno Barbosa Stamm em que encerra a responsabilidade do plantão judicial sobre o caso e aguarda a inserção do inquérito policial no sistema processual, ou oferecimento de denúncia pelo Ministério Público Federal. O inquérito foi distribuído para a 5ª Vara Federal de Campo Grande.

Segundo a Polícia Rodoviária Federal, uma equipe fiscalizava a BR-163 quando abordou o veículo ocupado pelo ex-comandante e uma passageira. Nervoso, Catarino levantou suspeita nos policiais, que decidiram fazer uma vistoria no carro, um Hyundai Santa Fé.

“Foi descoberto um compartimento oculto onde estavam escondidos 343 celulares e 74 smartwatch da marca Apple. O condutor disse ter aceitado transportar as mercadorias de Dourados até Campo Grande. Ele disse também que a passageira não sabia do transporte dos ilícitos”, relatou nota da PRF.

A Polícia Militar informou que, apesar de não se tratar de crime militar, a Corregedoria-Geral da instituição acompanha a situação e que Luiz Catarino da Silva está na reserva remunerada desde 2012.

O coronel ingressou na PMMS em 1982 e ocupou cargos de destaque, como comandante de batalhões em Nova Andradina, Ponta Porã e Corumbá, além de liderar divisões da Polícia Militar Ambiental e Rodoviária. Em 2011, assumiu o cargo de Chefe do Estado Maior Geral da PMMS.

Fonte: O Jacaré

Veja
também

Curta nossa página no Facebook

E fique por dentro dos acontecimentos em Dourados e região