A Operação Downfall foi realizada pela Polícia Federal na manhã desta quinta-feira (4) contra uma organização criminosa de tráfico internacional de drogas que usava mergulhadores para esconder cocaína em navios e enviar a droga à Europa. A operação cumpriu seis mandados em Mato Grosso do Sul, sendo dois em Campo Grande e quatro em Dourados. Foram cumpridos 26 mandados de prisão preventiva e realizadas três prisões em flagrante, totalizando 28 integrantes da organização criminosa. A polícia apreendeu 12 veículos, armas, drogas e joias. Três pessoas estão foragidas.
A investigação revelou que a organização tinha uma complexa estrutura logística para operacionalizar as ações de narcotráfico, incluindo a produção da droga no exterior, seu transporte dentro do território nacional, distribuição interna e o envio dos carregamentos de cocaína para o exterior usando principalmente o modal marítimo. A organização agia predominantemente na região do Porto de Paranaguá/Paraná, de onde exportava grandes quantidades de cocaína através de métodos como a contaminação de contêineres, ocultação em cargas lícitas e o uso de mergulhadores para inserir a droga em compartimentos submersos de navios.
Os lucros obtidos com as atividades criminosas estavam sendo usados para subsidiar a ampliação da estrutura logística do grupo, mediante aquisição de aeronaves, barcos, empresas, imóveis, armas de fogo e munições. Além do tráfico de drogas, alguns dos seus integrantes também estavam envolvidos em outros crimes, como homicídios e tráfico de armas de fogo, munições e acessórios, que também eram fornecidos para subsidiar a guerra entre facções criminosas no litoral paranaense e impor o domínio territorial naquela região.
As lideranças da organização empregavam diversas metodologias para ocultar e dissimular a procedência ilícita dos seus ganhos financeiros e do patrimônio multimilionário constituído a partir dos crimes perpetrados. O principal esquema financeiro para promover a lavagem do dinheiro proveniente do tráfico internacional de drogas era o investimento no setor imobiliário do litoral de Santa Catarina, com aquisição de apartamentos de alto padrão e financiamento com dinheiro ilícito para construção de empreendimentos imobiliários, feito com a conivência de algumas construtoras e empresas do setor envolvidas no esquema criminoso.


