Dourados, 01 de Maio de 2026

APESAR DO ROMBO FISCAL, LULA E MINISTROS TERÃO AUMENTO SALARIAL
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APESAR DO ROMBO FISCAL, LULA E MINISTROS TERÃO AUMENTO SALARIAL

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Em meio a uma grave crise fiscal, com o mercado demonstrando crescente preocupação com a inflação e a dívida pública, o governo Lula implementará novos reajustes salariais para o presidente da República, os 11 ministros do Supremo Tribunal Federal (STF), deputados federais e senadores. A partir de 1º de fevereiro, os salários dessas autoridades subirão de R$ 44.008,52 para R$ 46.366,19, um aumento de 5,36%.

O governo federal ainda não divulgou o impacto fiscal total do reajuste, mas especialistas apontam que o crescimento dos gastos com a máquina pública pode agravar ainda mais o cenário econômico.

O aumento faz parte de uma série de reajustes aprovados pelo Congresso em 2022, que equiparam os vencimentos das autoridades ao dos ministros do STF. Esse escalonamento levou os salários dos magistrados da Suprema Corte a subirem de R$ 39,2 mil em 2022 para R$ 46,3 mil em 2025, acumulando um crescimento de 18% no período.

Na teoria, esse valor representa o teto do funcionalismo público, mas supersalários continuam sendo uma realidade, devido a auxílios e gratificações que ultrapassam esse limite.

O Ministério da Gestão e Inovação, responsável pelo levantamento do impacto orçamentário, ainda não divulgou os números completos. Estimativas feitas na época da aprovação do reajuste apontavam um impacto inicial de R$ 25 milhões para 2025, sendo:

R$ 20,2 milhões na Câmara dos Deputados
R$ 3,5 milhões no Senado
R$ 1,3 milhão para o Poder Executivo

Contudo, essas projeções não levaram em conta novas despesas, como a realização de concursos públicos e a reestruturação de carreiras no Executivo, fatores que podem ampliar o impacto fiscal.

O governo Lula enfrenta desafios crescentes para equilibrar as contas públicas, com a necessidade de cumprir metas fiscais sem recorrer a cortes impopulares ou novos aumentos de impostos. Mesmo assim, o reajuste ocorre sem transparência sobre seu impacto real, enquanto o mercado acompanha com preocupação os sinais de descontrole nas despesas do governo.

Fonte: Folha Destra

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