O Procurador da República em Dourados, Caio Hideki Kusaba, vai investigar os motivos do atraso das obras do Aeroporto Regional de Dourados. O aeródromo teve suas atividades suspensas em maio de 2021, há quase quatro anos, e ainda não foi aberto à aviação comercial. Para abrir a investigação, o procurador da República entendeu que manter o aeroporto de Dourados fechado traz sérios prejuízos à população e à economia local.
As notícias de que a reabertura do aeroporto atrasou ainda mais depois que foram constatadas irregularidades no sistema de aproximação por precisão de aeronaves instalado no aeroporto (Papi – Precision Approach Path Indicator) da cabeceira 24 da pista e a presença de infiltrações nas instalações do terminal de passageiros do aeródromo.
Conduzida pela prefeitura de Dourados, as obras do aeroporto local foram financiadas com recursos federais e parte delas foi executada pelo Exército Brasileiro. Neste ano, a gestão do aeroporto, que pertencia ao município, foi repassada à Empresa Brasileira de Infraestrutura Aeroportuária (Infraero). Tanto a prefeitura de Dourados quanto a Infraero serão notificadas para apresentar informações sobre o atraso e problemas nas obras ao Ministério Público Federal.
A Agência Nacional de Aviação Civil (Anac) também deverá prestar informações sobre o atual andamento do procedimento de homologação das obras de reforma do aeroporto e informar quais medidas estão pendentes de efetivação nas obras e, ainda, se uma nova vistoria será necessária. No fim do ano passado, o ex-prefeito da cidade, Alan Guedes (PP), chegou a “inaugurar” as obras do aeroporto. A pista, porém, está aberta apenas a voos privados de aeronaves de pequeno porte.
Os moradores de Dourados que precisam da aviação comercial têm se deslocado à Ponta Porã, cidade distante 100 quilômetros, ou à capital Campo Grande, distante 230 quilômetros. Alternativas no interior do Paraná e em São Paulo também são usadas por moradores de Dourados. Depois de tomar posse como prefeito no dia 1º deste mês, Marçal Filho (PSDB) foi à São Paulo e negocia com as empresas Azul e Gol o retorno das operações na cidade.


